O Que é Sal Iodado: Diferenças, Benefícios e Como Escolher

Por: Roberta Andrade   •   Publicado em: 15 de janeiro de 2026
O Que é Sal Iodado: Diferenças, Benefícios e Como EscolherCrédito: Castorly Stock - Pexels

Sal iodado é o tipo de sal mais consumido no Brasil e desempenha um papel fundamental na saúde, especialmente no bom funcionamento da tireoide. Apesar de estar presente na maioria das cozinhas, ainda existem muitas dúvidas sobre as diferenças entre sal iodado, sal extra iodado e sal marinho. Entender essas variações é essencial para fazer escolhas alimentares mais conscientes e seguras.

Ao longo deste artigo, você vai descobrir como cada tipo de sal é produzido, quais são seus benefícios nutricionais, os possíveis riscos do consumo inadequado e qual é a melhor opção para o uso diário.

O que é sal iodado e por que ele é tão importante?

O sal iodado é o sal de cozinha comum que recebe a adição controlada de iodo, geralmente na forma de iodato de potássio. No Brasil, essa adição é obrigatória por lei como uma estratégia de saúde pública para prevenir a deficiência de iodo na população.

O iodo é um micronutriente essencial para a produção dos hormônios da tireoide, responsáveis por regular o metabolismo, o crescimento e o desenvolvimento neurológico. A falta desse mineral pode causar problemas como bócio, fadiga, ganho de peso e dificuldades cognitivas.

Por isso, o uso regular de sal iodado em quantidades moderadas é considerado seguro e eficaz para a maioria das pessoas.

Sal extra iodado: quando é necessário?

O sal extra iodado contém uma concentração maior de iodo em comparação ao sal iodado tradicional. Ele não é indicado para o consumo diário sem orientação profissional, pois o excesso de iodo também pode causar disfunções na tireoide, como hipertireoidismo ou tireoidite.

Esse tipo de sal costuma ser recomendado apenas em situações específicas, como:

  • Deficiência de iodo diagnosticada
  • Necessidades aumentadas em fases específicas da vida, como a gestação (sempre com acompanhamento médico)

Ou seja, mais iodo nem sempre significa mais saúde.

Sal marinho é mais saudável?

O sal marinho é obtido pela evaporação da água do mar e passa por menos etapas de refinamento. Por isso, muitas pessoas acreditam que ele é naturalmente mais saudável. De fato, ele pode conter traços de minerais como magnésio e cálcio, mas essas quantidades são muito pequenas e não têm impacto nutricional relevante.

O ponto de atenção é que nem todo sal marinho é iodado. Quando não há adição de iodo, o consumo exclusivo desse tipo de sal pode levar à deficiência do mineral ao longo do tempo.

Antes de escolher, é fundamental verificar no rótulo se o sal marinho é iodado. Caso contrário, o ideal é garantir o iodo por meio de outros alimentos, como peixes, frutos do mar, ovos e laticínios.

Qual é o melhor tipo de sal para o dia a dia?

Para a maioria das pessoas, o sal iodado continua sendo a melhor escolha para o uso diário, pois oferece um equilíbrio entre segurança, custo e benefício nutricional. O mais importante não é apenas o tipo de sal, mas a quantidade consumida, já que o excesso de sódio está associado a problemas como hipertensão e doenças cardiovasculares.

Decisão final: qual tipo de sal usar com segurança

Escolher o sal adequado vai muito além do sabor. O sal iodado desempenha um papel essencial na prevenção de doenças relacionadas à deficiência de iodo, enquanto o sal extra iodado deve ser usado apenas em casos específicos. Já o sal marinho pode ser uma opção válida, desde que seja iodado ou acompanhado de uma alimentação rica em fontes naturais de iodo.

A melhor estratégia é sempre unir informação, moderação e atenção aos rótulos — sua saúde agradece.

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